Ementa: Falar da clínica contemporânea é falar de excesso e vazio. Nossa sociedade já não é marcada pela lei, pela repressão e renúncia, pela falta que sustenta o desejo. Vivemos em um tempo acelerado, saturado de estímulos, exigências e opções. Tornamo-nos empresários de nós mesmos, vivendo sem descanso, perseguindo a felicidade plena que o imaginário (que nos habita) nos diz que podemos e devemos atingir.  Estamos mais sós: as redes sociais, embora conectem, na maioria das vezes não promovem encontros genuínos. A linguagem se empobrece, enquanto cresce o vazio de certezas: as fake news nos confundem, o futuro deixa de ser visto como esperança e passa a ser ameaça e risco. Trauma é a palavra da moda. É uma sociedade marcada pelo excesso, onde não há lugar para a castração ou a frustração. Não estamos mais falando de Supereu ou do Ideal do eu, mas do Eu ideal. É o gozo, enquanto intensidade, é o como experiência que excede a linguagem e o sentido. Que desafios essas transformações trazem para a clínica atual? Que desafios essas transformações trazem para a clínica atual? Quem são os nossos pacientes e como estamos trabalhando?  Lucila Faerchtein

Médica , especialista em psiquiatria pelo Instituto de psiquiatria da UFRJ e psicanalista pela SBPRJ. Mestre em ciências da saúde (área de concentração psicanálise) pelo IPUFRJ com uma dissertação onde discutia se havia uma única psicanálise ou muitas a partir da comparação das teorias de Melanie Klein, Heinz Kohut e Jacques Lacan. Foi professora de psicologia médica para a faculdade de medicina Souza Marques por 35 anos. Atualmente co-coordena com Gladis Brun um grupo de estudos sobre terapia de casal.

Inscrições pelo email: icf@institutoculturalfreud.com.br
ou pelo WhatsApp: 9 7106-4038

Dia 20 de agosto - quarta-feira - 20:00

R$ 60

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